quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O capitalismo e a falácia da igualdade social

Numa sociedade totalmente utilitária e consumista, às vezes me pego perdido entre as loucas mentes insanas e insaciáveis por compra. Já dizia Schopenhauer, e concordo plenamente: "O desejo humano é o que o move. Não existe desejo pelo objeto a ser obtido, todo desejo se concentra no próprio desejo." Não irei falar que essa busca matará o homem, pois este já está morto.

O que restam são poucas almas que ainda somente sofreram combustão incompleta, que ainda tem um resto de energia para ser usada para bater de frente com meio, aliás, todo um mundo de capitalistas pirados. Graças a Deus sou um deles.

O capitalismo é cruel desde a sua origem. Os comerciantes feudais buscaram mudar o preço das coisas a partir da sua real utilidade, e passou a avaliar a mercadoria pelo seu custo, visando sempre a droga do lucro. Lucro? Droga? Sim, talvez pior. O lucro é nada mais que a força a mais que o trabalhador tem de fazer para satisfazer as ambições loucas econômicas de seus chefes. Ou seja, quando se fala em lucro,  fala-se em roubo.

E é apartir desse roubo descarado e explícito que começa a desigualdade. Não se conseguia (e não se consegue hoje) diferenciar o trabalho braçal de um boi de um homem. Não há diferença, todos são pagos miseriamente (ou nem são pagos).

As pessoas não têm o direito de escolher se vai roubar o lucro das pessoas ou deixar ser roubado pelos chefes. É uma hierarquia que vêm desde as épocas dos Feudos.  -Mas tio, a escalada social hoje é possível!!! - Mesmo? Você acha que um negro rico hoje consegue a mesma força psíquica do que um branco rico? Que sociedade "livre" é essa que mesmo tendo o roubo (lucro) em suas mãos você não muda a visão das pessoas? É um câncer dentro de outro câncer. Uma sociedade que não se diz mais estamental mas o preconceito ainda reina.

E é o pior dos preconceitos, o preconceito inconsciente. Aquele que você só dá conta depois de depreciar seu irmão de espécie.

O mundo está no seu fim. Cabe a nós deixarmos esse fim menos torturante!

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